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Sobe para quatro o número de mortos pela Rota após denúncias de suposta ligação com ataque a tenente

Morto pela Rota, Marcelo de Jesus Dias é acusado de participar do ataque contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos. Montagem/g1/Reprodução Subiu para qu...

Sobe para quatro o número de mortos pela Rota após denúncias de suposta ligação com ataque a tenente
Sobe para quatro o número de mortos pela Rota após denúncias de suposta ligação com ataque a tenente (Foto: Reprodução)

Morto pela Rota, Marcelo de Jesus Dias é acusado de participar do ataque contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos. Montagem/g1/Reprodução Subiu para quatro o número de homens mortos pela tropa de elite da Polícia Militar, a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), após denúncias que os relacionavam ao ataque contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel. As mortes ocorreram entre 29 de junho e esta quinta-feira (9), na capital paulista e no litoral. O tenente da Rota foi baleado na cabeça por dois homens em uma moto em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, em 27 de junho. Ele segue internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Na madrugada desta quinta, equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque estavam em patrulhamento na região de Heliópolis, na Zona Sul de cidade, quando tentaram abordar dois suspeitos. Segundo a Polícia Militar, houve reação e troca de tiros. Os dois homens foram baleados e socorridos para um pronto-socorro da região, mas não resistiram aos ferimentos. Um deles foi identificado como Marcelo de Jesus Dias, de 37 anos. Segundo a PM, ele seria o piloto da motocicleta usada no ataque contra o tenente. A corporação informou ainda que Marcelo era procurado pela Justiça por roubo, furto, corrupção de menores e tráfico de drogas. Novo suspeito de participar da tentativa de assassinato de tenente da Rota é preso em SP Com a dupla, a polícia apreendeu 2,6 quilos de maconha e porções de crack. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Três suspeitos de envolvimento com o ataque também já foram presos. A última prisão ocorreu em Heliópolis, na noite de terça-feira (7), segundo a corporação. LEIA TAMBÉM: SP registra recorde de mortes em ações policiais desde 2019, apesar da queda de roubos, furtos e latrocínios, diz estudo Polícia de SP identifica homem que atirou em tenente da Rota Outros casos Após o ataque, a PM passou a receber e analisar denúncias anônimas sobre os possíveis envolvidos. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) está até oferecendo uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização de Hércules da Costa Siqueira, apontado pela investigação como o autor dos disparos. A primeira morte ocorreu na madrugada de 29 de junho. Uma equipe do 1º Batalhão de Polícia de Choque da Rota recebeu uma denúncia de que um homem que teria participado do atentado estava nas proximidades da Estrada do Aricanduva, no bairro José Bonifácio, na Zona Leste da capital. Segundo a versão da PM, o suspeito estava armado e houve confronto durante a abordagem. O homem foi baleado e morreu no local. Em nota assinada pelo major PM Veiga, a Rota afirmou que, por causa do confronto, a denúncia não chegou a ser averiguada e que, até o momento, não há elementos que relacionem o homem morto aos autores da tentativa de homicídio contra o tenente. Na manhã de quarta-feira (1º), outra denúncia sobre um suposto envolvido no atentado levou equipes da PM até a região de Guaianases, também na Zona Leste. De acordo com a corporação, houve confronto, e o suspeito foi baleado. Ele chegou a ser encaminhado para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Apesar de a ação ter sido motivada por uma denúncia relacionada ao atentado, a SSP informou que "não atribui ao homem morto nesta quarta-feira (1º) a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel". A pasta acrescentou que o caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e segue sob investigação. Elenilson Misael da Silva (à esq.) é suspeito de participar de atentado contra o tenente da PM Ronickson Pimentel dos Santo (à dir). g1 Santos e Redes sociais A terceira morte foi registrada em Peruíbe, no litoral paulista, na noite de quinta-feira (2). Elenilson Misael da Silva, conhecido como "Galego" e apontado como integrante de uma organização criminosa, morreu durante um confronto com policiais da Rota. Segundo a investigação, ele é suspeito de participação no atentado contra o tenente. De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Rota receberam as características do carro usado por ele e, durante as buscas, identificaram o veículo. Quando o motorista notou a presença policial, fugiu com o carro e foi perseguido até a Rua Cuiabá, onde houve confronto durante a tentativa de abordagem policial. Ainda segundo o registro policial, o suspeito foi desarmado e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas morreu após dar entrada na unidade. Os policiais encontraram quatro estojos de munição vazios ao lado do carro de "Galego". Em seguida, a perícia realizou exames periciais no local e exame residuográfico nos envolvidos. Polícia oferece R$ 50 mil por informações sobre suspeito A Secretaria da Segurança Pública está oferecendo uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização e à prisão de Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos, apontado como o suspeito de atirar contra o tenente. Quem tiver alguma informação deve ligar para o Disque Denúncia, 181, que funciona 24 horas, ou enviar pelo site www.ssp.sp.gov.br/denuncia. O sigilo é absoluto. Polícia anunciou recompensa de R$ 50 mil por informações do paradeiro de suspeito de atirar em tenente da Rota Divulgação Em nota, a SSP informou que "a medida integra os esforços das forças de segurança para identificar, localizar e prender todos os envolvidos no atentado". Na sexta (3), a Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária do suspeito. A decisão também autorizou buscas em endereços ligados ao investigado e a quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos de suspeitos envolvidos no caso. Segundo a investigação, Hércules, conhecido como "Golias" ou "Peruca", é o homem que estava na garupa da motocicleta que acompanhava o policial militar no momento do atentado. Ele já havia sido identificado pela Polícia Civil na última terça-feira (1º), após investigadores apreenderem o carro utilizado na fuga dos criminosos. O suspeito possui antecedentes criminais por roubos e homicídio. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo após pedido da Polícia Civil apresentado nesta quinta-fe ra(2). O magistrado determinou a prisão temporária de Hércules por 30 dias, considerando a gravidade do caso e a necessidade de preservar as investigações. De acordo com a decisão judicial, as investigações apontam que o atentado contra o oficial da Rota foi executado por uma organização criminosa com funções previamente divididas e que a vítima teria sido monitorada antes do crime, ocorrido em São Caetano do Sul. História do crime: adolescente que foi morta pelo ex após ser mantida refém por 5 dias